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terça-feira, 4 de setembro de 2012

ENTREVISTA SECRETÁRIO DA SEDS RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ


EDUARDO COSTA:  Estou recebendo com prazer aqui o secretário de estado de
defesa social. Vou falar com ele a partir de agora dizendo para ele que toda vez que a gente 
recebe uma autoridade os caras costumam escrever para a gente e dizer assim: é EDUARDO, uma coisa são vocês no dia-a-dia, outra coisa é vocês com a autoridade. A gente que tem que ter no mínimo, a civilidade e a educação para receber bem os seus convidados. Eu não posso, por exemplo, virar para o secretário RÔMULO, e falar com ele aqui do jeito que eu escrevi e falei na rádio semana passada, parece que o secretário não assumiu ainda. Tem que respeitar. Repara a primeira pergunta que eu vou fazer para ele como é que é contundente do jeito que eles me fazem na rua. Secretário, boa tarde!
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Boa tarde, EDUARDO!
EDUARDO COSTA: Obrigado ao senhor por ter vindo. O secretário é procurador de justiça e está emprestando a sua inteligência  ao cargo de secretário de estado de defesa social de MINAS GERAIS. Onde quer que eu vá. BELVEDERE, onde um empresário muito querido tomou um tiro na cabeça. SAVASSI, onde um menino estudante de engenharia tomou um tiro no peito. VENDA NOVA, LAGOINHA, BARREIRO. Eu fui a uma festa de casamento nesta sexta-feira com meu filho. Eu vou a um bar. Eu vou ao MINEIRÃO. Em qualquer lugar que eu vou, os caras falam assim, EDUARDO, a polícia parou. EDUARDO, a PM sumiu das ruas. EDUARDO, a PM só passa de carro. EDUARDO, a CIVIL não apura nada. EDUARDO, EDUARDO, está fora de controle. EDUARDO, onde nós vamos parar? EDUARDO, o governo 
está mentindo e o bicho está pegando. Secretário, o senhor está tão assustado, tão preocupado como nós outros cá fora, com a questão da violência em MINAS? 
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Bom, EDUARDO, de fato essa preocupação é compartilhada com o cidadão e por nós que estamos responsáveis pela condução desse processo na secretaria, e também com relação aos comandos da POLÍCIA MILITAR e com a 
chefia da POLÍCIA CIVIL. Uma questão importante atacar materialmente o índice, mesmo, de 
criminalidade. É porque nós temos um parâmetro, que é controlado por nós, praticamente, diariamente. Pegamos o principal índice que  é o mais visível, para quem acompanha esse processo, não só para mídia, mas também, o próprio GOVERNO FEDERAL, o MINISTÉRIO DA JUSTIÇA é o índice de homicídios. Quando assumimos, havia um recorde desses índices,
desde dois mil e onze. Um crescimento de dezessete por cento de homicídios em relação a
dois mil e dez, depois um longo período de queda. E demos uma prioridade absoluta determinado pelo próprio governador ANASTASIA, para a contenção desses números de 
homicídios e agora a redução. Felizmente, após várias medidas que  adotamos na gestão das polícias, nas secretarias, esses índices nos últimos três meses, em média, com relação há uns três meses anteriores já apresenta uma queda, em todo o estado, de homicídios, em torno de oito a dez por cento, o que é bastante significativo em razão do curto espaço, mas com medidas de gestão. Nós estamos, pessoalmente, acompanhando todas as deliberações. Já viajamos, estamos focando na REGIÃO METROPOLITANA, VALE DO AÇO, MONTES CLAROS, UBERLÂNDIA e VALADARES. Amanhã mesmo, à tarde, eu, o Comandante da PM, o Chefe da POLÍCIA CIVIL. Vamos passar a tarde inteira com os comandos e o MINISTÉRIO PÚBLICO em TEÓFILO OTONI, e no dia seguinte, o dia inteiro em GOVERNADOR VALADARES, também fazendo ajustes e tem surtido bons efeitos. CONTINUAÇÃO DO COMUNICADO Agora de fato, isso que você coloca é fundamental. Os números frios, infelizmente, apresentado ao cidadão comum que lida no dia a dia. Você tem um volume de crimes violentos, sobre tudo os roubos e furtos, esse sim, atinge mais diretamente às vezes o cidadão do que o próprio homicídio que fica às vezes  distante. Então, por exemplo, normalmente roubo, esse indivíduo ele rouba, dez, quinze transeunte por dia. A questão da sensação de insegurança ela é fundamental ser compreendida e também enfrentada. De fato o que estar existindo é que nós agora de um mês para cá, já estamos estudando um projeto que é do próprio comando de policiamento da capital, o coronel ROGÉRIO.
EDUARDO COSTA:  Peço sua permissão, vamos fazer o intervalo daqui a pouco aí depois do intervalo eu vou perguntar para o senhor as providências completas. Eu preciso falar duas coisas que o senhor falou. Primeiro quando o senhor fala que o homicídio está reduzindo, os telefones dispararam. Imagina a quantidade de gente que está tentando ligar para cá dizendo, é mentira, é mentira, é mentira.  Ô gente, homicídio não tem como esconder não. Homicídio é morte, é assassinato. Então abaixamos sim. Outra coisa em seu favor, o senhor fala que está indo pessoalmente. Eu fiquei sabendo, porque o prefeito me contou isso sábado, que o senhor arrancou daqui com os dois chefes de polícia e foi reunir com o prefeito e a juíza de IGARAPÉ. 
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Perfeitamente. 
REPÓRTER EDUARDO COSTA: Agora, três perguntas. Primeiro, o senhor concorda que há uma subnotificação de furtos e roubos. O sujeito que é roubado, não registra. Dois, o senhor faria um apelo para que as pessoas registrassem, porque assim, o senhor fica sabendo da realidade. Três, o senhor provável estudar um negócio que um ouvinte, pena que eu não lembro. Ele mandou um e-mail par mim umas três vezes eu falei que na hora certa eu iria falar 
com o senhor. A possibilidade de a pessoa registra queixa pela internet e o IP seria a forma de garantir que não vai ter trote. Eu queria que o senhor respondesse essa três questões, por 
favor, numa só.  
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: De fato, com relação aos registros há uma subdimensão dessas notificações no país como um todo e aqui em MINAS também da mesma forma e, é importante, não é, pouco importa a questão das estatísticas, mas sim o enfrentamento da questão objetivamente. Hoje mesmo o presidente da FECOMÉRCIO, numa 
reunião que nós tivemos, neste contexto que eu te expliquei, na presença das polícias agora 
aqui da metropolitana que nos questionou sobre isso. Então tem um projeto da POLÍCIA CIVIL, que é a delegacia virtual que vai facilitar que está agora nas mãos da SEPLAG. Hoje mesmo nós vamos conversar com a secretária RENATA VILHENA, para facilitar a lavratura dessas ocorrências e tudo de uma forma muito mais célere do que aquela que o cidadão vai enfrentar filas e etc. Então, isso muito importante e de fato o cidadão não deve deixar de registrar e nós vamos ter que criar as condições para que seja viável o cidadão denunciar, isso para que ele não desanime porque vai enfrentar filas ou acreditar que não vai ser instaurado procedimento, ou uma série de questões estruturais que precisam ser reconhecidas e enfrentadas.
   
REPÓRTER EDUARDO COSTA: Esperar três horas para uma viatura chegar.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Exatamente.  
REPÓRTER EDUARDO COSTA:  Tirar uma viatura para fazer uma queixa. Vai no computador e manda. Se for um trote, se for molecagem pelo IP ele está mexendo com a caixinha errada.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Agora, Eduardo, eu gostaria só complementar aquela primeira pergunta, porque para nós é muito importante, um ponto que você é muito cobrado e nos repassa essa cobrança evidentemente. A sensação do cidadão que está sofrendo no dia a dia. E como eu te falei nós começaremos agora nos próximos dias em BELO HORIZONTE, projeto piloto que já vai se estender para REGIÃO METROPOLITANA, onde a POLÍCIA MILITAR terá uma presença mais ostensiva e de retorno uma a proximidade maior com o cidadão. Mesmo com a dificuldade de existência de contingente, outras medidas estão sendo pactuadas, também, para melhorar essa dificuldade.
REPÓRTER EDUARDO COSTA: Mais polícia nas ruas, é isso?
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Mais polícia nas ruas.
REPÓRTER EDUARDO COSTA: A pé?
  
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Se não for a pé é uma forma que estar sendo criado visível. Não é aquela da viatura especificamente que é muito importante. É um projeto que o comando de policiamento da capital desenvolveu, a PM abraçou. Nós estamos levando essa semana o projeto para o governador ele está esperando já o comuniquei e eu acredito e tenho segurança que nós vamos conseguir implantá-lo nos próximos dias, fazer esse anúncio 
e vai ajudar muito na questão dos corredores, na segurança do cidadão e de ter essa presença mais próxima do policial militar, que é o policiamento ostensivo e não simplesmente
aquele policiamento através das viaturas, que fica muito distante do cidadão e privilegiando
todos os setores sem exceção os daqui de BELO HORIZONTE, sem perder o foco na nossa 
preocupação também, que é prioritária, que é  a região metropolitana, estendendo isso em 
sequencia para o interior.

EDUARDO COSTA: Está aqui comigo o secretário de estado de defesa social, o procurador de justiça RÔMULO FERRAZ. Claro que o pessoal que fez concurso e está doido para ser chamado, os escrivães estão doidos que eu pergunte. Claro que os PMs estão doidos que eu pergunte se vai contratar mais PMs, fazer mais concursos que o número de PM está pequeno. Claro que eu queria perguntar para ele o que o senhor tem na manga, para fazer a polícia chegar mais perto das pessoas. Claro que eu queria perguntar para ele por que a gente não tira o PM que fica na casa do bacana e põe ele na rua para poder policiar. Tem mil perguntas, mil. Não dá, ele tem que seguir a vida e nós temos que seguir a nossa. Então eu vou perguntar no macro.Ô secretário, o senhor pode garantir, que o senhor não é candidato, o senhor pode garantir que a Defesa Social, que no bloco anterior o senhor disse que está preocupado sim, e que virão medidas aí, para dar um alento, mesmo a gente sabendo que nem tudo depende do senhor. Por exemplo, o senhor tem algum indicativo, que o Governo do Estado terá coragem para enfrentar essa resistência inexplicável em começar a internar o cidadão que pita o crack e ameaça todo mundo na rua. Quer dizer, o senhor está se cercando, o governador está dando prestígio para o senhor tomar umas providências assim, mais contundentes e em breve?
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ:  Sem dúvida, EDUARDO. Nessa questão especificamente dos entorpecentes, na semana passada inclusive, com relação a esse tema 
que é polêmico, nós pactuamos com o projeto “Novos Rumos” aqui do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, com o juiz da comarca de NOVA LIMA. Foram disponibilizados alguns recursos para a construção de APAC’s para o ano que vem, pelo próprio governador falou comigo, dez 
milhões de reais para a construção de novas APAC´s, é um projeto muito importante e vitorioso aqui em MINAS, e já está sendo implantado em outros estados. Uma dessas unidades nós reservamos para sediar um projeto inovador que será nomeado APAD em comum acordo com o CONSELHO ESTADUAL DE ENTORPECENTES.Será justamente para internação de menores que tenham contra si decreto de internação pela VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE, e menores que são especificamente menores usuários de entorpecentes. Um número de quarenta que atenderão aqui a REGIÃO METROPOLITANA, NOVA LIMA, BH então esse projeto ficou definido na semana passada. Eu, embora o tema seja polêmico, nós vamos começar inicialmente com essa unidade aqui em NOVA LIMA, enfrentado essa questão que é de fundamental importância de acautelamento do indivíduo que já está em estágio de dependência e na ambiência de criminalidade, ou seja, ele vai engrossar a estatística ou praticado os crimes mais graves ou então sendo vítima, morrendo não é? Mais os menores. Pelo menos nossa estatística de homicídio, pelo menos metade das nossas vítimas são, infelizmente, menores que estão nesse ambiente com outros praticando crime ou vem sendo vítimas desses crimes mais graves, então não há dúvida nenhuma.
Agora uma questão importante que você colocou na base da nossa questão eleitoral, 
são os provimentos (trecho não compreensível). Chega a ser um alerta importante, além disso, conseguimos, eu e doutor CYLTON, Chefe de Polícia, autorização de iniciar agora um 
concurso para mil servidores administrativo e deliberando os policiais, ele é muito rápido, não 
exige passagem pela academia, para liberar mil policiais para atividade fim de investigação.
Mil policiais civis. E para todos os cargos de médico legista e perito que estão vagos. A 
demanda é muito grande, também no concurso que será empreendido.Na POLÍCIA MILITAR duas questões serão...sim.EDUARDO COSTA: Por favor. POLÍCIA CIVIL ainda. O senhor na está anunciando aproveitamento de escrivães já aprovados.  Está anunciando a colocação dos policias aprovados e classificados e estão fazendo curso, não é?
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Estão fazendo curso e em novembro eles estarão nas delegacias.
EDUARDO COSTA: Tá. Agora essa questão de aproveitar mais escrivães que já estão concursados ainda não está decidido, não  é uma realidade hoje não é? Os que fizeram concursos e não foram classificados.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Ah sim, isso aí de escrivães que...
EDUARDO COSTA: Vai continuar a discussão.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Vai continuar a discussão, mas assim, a nossa 
pretensão é de que haja aproveitamento ao máximo possível. Não há dificuldade nenhuma da 
minha parte.
EDUARDO COSTA: Se a FAZENDA liberar grana.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ:  Exatamente. Inclusive assim, há um reconhecimento da FAZENDA, no que pesa a dificuldade, de que é necessária a recomposição dos quadros de pessoal das polícias.
EDUARDO COSTA: Olha!
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Isso é uma prioridade.
EDUARDO COSTA: Então antes do senhor passar para a PM tem notícia boa ehm, 
atenção! Atenção! Quantos escrivães?
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ:  São duzentos e oitenta escrivães agora em 
novembro, já nas delegacias.
EDUARDO COSTA: Duzentos e oitenta nas delegacias.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Duzentos e noventa delegados em fevereiro.
EDUARDO COSTA: Um concurso para mil servidores administrativos, tudo é decisão 
do governo. E a possibilidade de aproveitamento de escrivães já concursados.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ:  Exatamente, e também um concurso para médicos legistas e peritos, já para todos os cargos que estão vagos atualmente.
EDUARDO COSTA: O senhor falou legista, eu lembrei do IML, nós vamos dar um jeito 
no IML, que o IML nosso é uma tristeza.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Pois é EDUARDO esse problema já se arrasta há alguns anos. Eu recebi a alguns dias parlamentares de Segurança Pública e na mesma hora deliberamos de ir pessoalmente lá, ver a realidade do IML. Foi o doutor CYLTON, Chefe de Polícia, conosco, foi na quinta ou sexta-feira, passamos a manhã toda e a situação do ponto de vista estrutural está muito longe daquilo que esperamos de uma instituição daquela importância e deliberamos que no dia dez, a direção do IML vai entregar uma relação completa de todos os itens do ponto de vista material,  estrutural que são necessários. O próprio governador já tinha determinado uma reforma de imediato. Então assim, vai inferir uma outra característica para aquele órgão que realmente está demandando uma mudança muito grande. Agora, iniciará um projeto de quinze milhões com recursos do BID, ano que vem. Naquele mesmo espaço físico vai ser construído um prédio de forma ideal. Mas muito antes disso vai demorar a finalização, cerca de dois a três anos, mas que se inicia ano que vem.Muito antes disso aquele prédio ali vai sofrer uma grande modificação no ponto de vista
estrutural, ficando com a cara muito diferente do que existe hoje lá.
EDUARDO COSTA: Quando ANASTASIA ainda era vice eu o levei lá, mostrei aquele 
terreno ao lado, terreno que tem lá ao lado, falei vice governador. Tinha acontecido aquela 
tristeza que foi a NATÁLIA, uma das vitimas do maluco do TRIGUEIRO, ela morreu, ficou três 
meses na geladeira do IML e foi levada para ser sepultada como indigente e a polícia 
procurando a NATÁLIA. Coisa horrorosa! Levada e sepultada em cova rasa, enfim. Então, falei com o governador olha que terreno maravilhoso,  o senhor construindo um só prédio para 
perícia e para divisão de crimes contra a vida. Eles vão ficar de um lado da avenida, do outro o IML, junta tudo, fica tudo perto. Boa ideia e tal. O senhor tem notícia desse prédio.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Esse prédio será construído com recurso do BID. 
EDUARDO COSTA: Ah é esse prédio.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Esse prédio será construído com recurso ele se 
inicia agora ano que vem. 
EDUARDO COSTA: O governador falou que ia olhar isso com carinho (trecho não 
compreensível) ele não promete as coisas à toa não. Pode me chamar de puxa saco. Eu xingo 
ele mais gosto desse governador. Aproveita esse aleluia aí e vou falar para o prefeito. Ô 
prefeito eu gostei de ver o barulho na PRAÇA SETE hoje, começou a sondagem para a 
construção do metrô LAGOINHA/SAVASSI, passando pela PRAÇA SETE. Eu sei que sou um 
bobo, acredito em tudo, mas sé de ouvir aquele barulhinho dá saudade, eu comecei a acreditar que antes de morrer eu vai ter um metrô de verdade debaixo da terra para a RÁDIO 
ITATIAIA... Eu vou fazer um intervalo na volta eu vou falar sobre as novidades da PM. Eu 
continuo sonhado com menos PM carregando pasta para autoridade e mais PM na rua. E 
outra coisa, eu vou perguntar para o secretário. Ô secretário alguém tem que acabar com essa briga, é um tal das lideranças da PM e CIVIL ficar brigando dentro da ASSEMBLEIA para ver que arruma mais na lei.

EDUARDO COSTA: Vamos fechar a entrevista com o secretário de estado de defesa 
social RÔMULO FERRAZ. Secretário, dá as notícias que o senhor está imaginado para a PM, 
dá as notícias boas aí para a gente botar mais PPM na rua.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ:  Ô EDUARDO, na verdade há um fluxo muito 
grande por força de inovações introduzidas por lei nos últimos anos. Há um volume muito 
grande de reforma de profissionais muito jovens  ainda, na POLÍCIA MILITAR, então, isso 
complicou muito a administração do quadro de  pessoal. Houve essa implementação de 
normas para a POLÍCIA MILITAR e POLÍCIA CIVIL, que ambas as instituições sofrem muito 
em razão desse processo. Para minorar de imediato essa questão, nós estamos encaminhado projeto de lei tanto para a POLÍCIA MILITAR, para conferir primeira coisa um abono permanência para aqueles que atinjam o tempo para reforma, não reformem tendo estimulo não pagar a contribuição previdenciária como existe nas outras instituições, o governo se estenderá a POLÍCIA CIVIL. Isso vai conter  bastante esse fluxo muito grande. A POLÍCIA CIVIL tem funcionários mulheres que estão aposentando com menos de cinquenta anos, quarenta e oito. Então, na flor da idade e no auge da sua capacidade labor ativa e experiência profissional que ninguém deseja, não é?
EDUARDO COSTA: Que é o contrassenso, tá na contramão do mundo.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Exatamente, então, essas medidas estão sendo 
adotadas agora em processos legislativos até o final do ano. Outra medida, nós estamos definindo determinadas situações com relação à POLÍCIA MILITAR e o CORPO DE BOMBEIROS, e o faremos junto ao governador, nos próximos dez dias. Prometo trazer em primeira mão essa notícia para você. Mas possibilitará um número maior de policiais militares na sua atividade de ostensividade mesmo, e por outro lado, faremos uma definição com número de policiais militares que serão objeto pra um próximo concurso da POLÍCIA MILITAR, isso vai ser imediato, nos próximos dez dias isso vai ser definido, os números para a POLÍCIA MILITAR e para o BOMBEIRO, o novo concurso. 
E medidas que serão adotadas paralelamente, que vão possibilitar a liberação, de certa 
forma, essas medidas serão tomadas pelo próprio comando da POLÍCIA MILITAR, em comum acordo com a SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL, e possibilitaram uma presença maior de policiais militares no policiamento ostensivo e definiremos nesse momento um novo concurso para a POLÍCIA MILITAR, já em comum acordo com a definição do governador e eu prometo ai te comunicar em primeira mão nos próximos dez dias.
EDUARDO COSTA: O senhor não sabe o alívio que o senhor me traz. Olha aqui, 
FERNANDO REGIANE, ouvinte nosso de todo dia. EDUARDO, pergunte ao secretário onde 
está a polícia do BATALHÃO DE TRÂNSITO que nos abandonou há muito tempo. Eu vou 
juntar a pergunta dele com outra. Qualquer que seja o efetivo que o senhor conseguir liberar a 
mais. Por exemplo, se o senhor conseguir cinquenta homens a mais aqui para BELO 
HORIZONTE. Eu sei que são quatro turnos, mas em vez de quatro, vamos usá-los em dois 
onde a situação pega mais, priorizando aquele onde os indicadores mostram que a maior 
criminalidade está entre seis e dez da noite. Certo coronel MACHADO. Então o seguinte, no 
caso da SAVASSI com FUNCIONÁRIOS. Caso da CRISTIANO MACHADO na região da 
CIDADE NOVA. SILVIANO BROCHADO no BARREIRO. O quê que a gente faz? O senhor 
pega, por exemplo, dez homens que vão pegar serviço seis horas da tarde. Meu filho, cinco
vão ficar na RIO GRANDE do NORTE, da AFONSO PENA até a CONTORNO. Cinco na 
AFONSO PENA até a praça MILTON CAMPOS, espaçados, um em cada quarteirão. Você vai ajudar no trânsito, mais ao mesmo tempo você é encarregado de impedir que o motoqueiro assalto o carro aqui. Até oito horas da noite vai passar o oficial e te dar ordem que você vai começar a transitar na MARANHÃO, na frente daquelas duas escolas, BARRÃO e BUENO, para evitar aquele roubo que deixa o cidadão... perto do SANTO ANTÔNIO que os meninos levam, para vigiar aquelas lojas. Enfim, secretário, mais polícia na rua. Eu sei que é difícil a coisa, mas esse comandante do policiamento da capital o ROGÉRIO ANDRADE, além de ser um sujeito que conhece, ele não caiu de paraquedas, é um cara que quer fazer. O
Comandante Geral da PM é sério. Se o senhor conseguir dobrar o povo do financeiro, do 
caixa, DUARTE, RENATA e companhia e COLOMBINE, dá pra fazer, nessa época do ano, o 
senhor está animado?
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Estou sim EDUARDO. Esse projeto de agora até 
o final do ano, com essas medidas de gestão eu tenho a segurança que nós temos esse 
processo sob controle, nós temos essas preocupações que você colocou aqui. Você é até 
destinatário dessas mensagens aqui do cidadão belo-horizontino, ela é compartilhada pela 
secretaria e pelos comandos da POLÍCIA MILITAR e POLÍCIA CIVIL e nós vamos trabalhar 
pesado desse momento em diante para que essa presença mais ostensiva do policiamento, 
primeiro aqui em BELO HORIZONTE, se alastre aqui na REGIÃO METROPOLITANA e
levemos essa experiência para o interior do estado. E para o ano que vem nós temos a 
segurança que os investimentos que virão do BIG e do BNDS, inicia-se uma execução de um 
recurso para as polícias na faixa de quatrocentos e cinquenta milhões.Só para se ter uma 
ideia serão ano que vem mil viaturas. Seiscentas para a POLÍCIA CIVIL e quatrocentas para a 
POLÍCIA MILITAR, vão contribuir nesse processo, é importante, não é tudo, os investimentos 
não representam tudo se não houver uma articulação efetiva e motivação das polícias. Os 
investimentos por si só não resolvem os problemas. Também só a motivação em cima dos 
investimentos não. Então tem duas frentes que eu estou muito animado. Primeiro, a 
possibilidade de recomposição efetiva dos quadros das polícias, e a outra o inicio da execução 
desses investimentos e a articulação muito  firme e a solidariedade que tem havido entre o 
comando da POLÍCIA MILITAR e POLÍCIA CIVIL e a SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL.
EDUARDO COSTA: Ai a integração é para valer, que todo mundo respeite.
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: É pra valer e nós estamos fazendo um enorme 
efeito para contar com a participação de maior proximidade do MP e do JUDICIÁRIO.
(...)
EDUARDO COSTA: Secretário, obrigado pela visita que o senhor venha de novo aqui 
e traga notícias boas, bom trabalho par o senhor lá e se o senhor precisar de dar bronca no 
EUSTÁQUIO, no VIANA, em mim, na rádio, na prefeitura também venha aqui, tá!
RÔMULO DE CARVALHO FERRAZ: Ô EDUARDO muito obrigado e eu fico a disposição lá e saiba o seguinte que eu assumi a SECRETARIA DE DEFESA SOCIAL, eu que sou um membro do MINISTÉRIO PÚBLICO de  carreira e enfim, eu fiz assim, como missão mesmo, o convite do governador ANASTASIA e estou disposto, tenha certeza, que ao final desse mandato que é um compromisso pessoal que eu tenho com o governador e institucional por parte do MINISTÉRIO PÚBLICO, ao final desse mandato o meu caminho, a minha história, 
retorno lá para a instituição com a maior tranquilidade e humildade e espero ter feito o melhor 
possível aqui, no âmbito desse trabalho, que eu digo a você, tem a verdadeira missão.
EDUARDO COSTA: Eu não tenho dúvida disso não. Esse homem gente já tem história, já tem salário, ele está lá porque... ele, MARCIO LACERDA e uma meia dúzia ai, quer dizer, esses caras são doidos estão com dinheiro no caixa e estão procurando encrenca.(risos) 
EDUARDO COSTA: Doido. Os caras falam pra eu candidatar. Logo agora que tenho um dinheirinho a mais. To fora. Eu vou encerrar a fala com o secretário e vou para o intervalo...  Notaram que eu não perguntei para o secretário. Eu não perguntei porque eu não sou bobo e doido não. É porque eu falei: vou fazer isso com ele não. Eu não perguntei para o secretário, que está secretário de defesa social, mas é oriundo do MINISTÉRIO PÚBLICO. Claro que ele não vai dar a resposta que eu quero, ele vai dar o que convém. Sobre essa decisão do TRIBUNAL DE JUSTIÇA, de anular a  parte criminal da “Operação Laranja com Pequi”. O TRIBUNAL não falou que trabalharam errado, não puniu ninguém, não. Falou que está anulado. Ou seja, a turma que roubou a merenda dos meninos lá no Norte de MINAS e na marmita dos presos fica livre do crime, porque que=m tinha que ter investigado era a POLÍCIA 
CIVIL e não o MINISTÉRIO PÚBLICO. Eu nem perguntei para o secretário para não estragar o 
dia dele.

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